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As raízes profundas da Doutrina Espírita em Goiás

As raízes profundas da Doutrina Espírita em Goiás

Bento Fleury

 A velha e nostálgica Vila Boa de Goyaz foi o berço do Espiritismo em nosso Estado. Corriam lentos, indecisos, rotineiros e pachorrentos os dias do século XIX. No Sertão da Farinha Podre, Sertão do Novo Sul e depois Triângulo Mineiro, nos arraiais de Desemboque e, mais tarde, Sacramento e Uberaba, seriam polos irradiadores da Doutrina de Kardec no coração do Brasil. Mas, o princípio de tudo ocorreu no vale do Rio Vermelho murmurejante por sob as pontes da Cambaúba, Carmo, Lapa e Pinguelona.

Mas, na velha cidade de Bartolomeu Bueno, a minha cidade, abraçada pela sua sentinela avançada, a Serra Dourada, mergulhada na placenta verde das matas, as notícias custavam a chegar. E quando chegavam, pela ausência de outras, eram espichadas, remendadas, costuradas, cerzidas, rasgadas novamente, refeitas, naquele mundo pequenino, marcado por conceitos e preconceitos arraigados há mais de século, imutáveis e constantes. Qualquer novidade que fugia à regra era massacrada!

Os sinos das tantas igrejas: Catedral (sempre em ruínas), Nossa Senhora da Boa Morte, Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, Nossa Senhora da Abadia, Nossa Senhora do Carmo, Santa Bárbara eram notas constantes da presença católica dominante, com suas festas, procissões, tríduos e novenas. Delém-dém, delém-dém, delém-dém, era a melopeia que se ouvia no percorrer das horas na cidade envelhecida.

Todos eram batizados conforme o costume do tempo. Capelas nos povoados de Ouro Fino, Barra e Bacalhau também possuíam belas e barrocas igrejas, com trabalhos artísticos e evocativos. Ainda os lindos oratórios familiares, presentes nos cultos domésticos em cada data festiva representavam o poderio católico sempre presente. E a igreja fazia bem o seu papel. Muitos santos sacerdotes foram anjos abençoados na causa do bem maior.

Respirava-se catolicismo em cada esquina de Vila Boa de Goyaz!

Mas, havia aqueles poucos, muito poucos mesmo, contados nos dedos, que, de uma época ou outra, ousavam transgredir os preceitos tecidos por séculos na velha e querida cidade. Algumas poucas notícias vindas com os cometas e viajantes, com os estudantes de fora, povoavam a mente dos vilaboenses acerca das mudanças do mundo. Rápidas também se dissolviam pelas duras regras impostas ao sabor do tempo.

Antes da mudança de regime político, de Monarquia para República houve um destemido vilaboense que se rebelou com o Catolicismo vigente e passou a estudar o Espiritismo, ou o Ocultismo, como apregoavam os mais exaltados, ainda na década de 1880. Seu nome era Jacyntho do Couto Brandão, de tradicional família goiana.

Residente na Fazenda Paraíso, cantada em prosa e verso por sua sobrinha-neta, Cora Coralina, Jacyntho do Couto Brandão estudara no Seminário do Caraça, em Minas Gerais, onde teve ensinamento cristão. Acometido de doença nos olhos, retornou a Goyaz. Mais tarde se casou com moça de Mossâmedes, mas a devolveu à família no dia seguinte ao matrimônio, como descreve Cora Coralina, sem nada explicar ou tocar mais no assunto.

Jacyntho do Couto Brandão passou, ao que se sabe, a ser o primeiro estudioso da Doutrina Espírita em Goiás, tempo em que encomendou do Rio de Janeiro as obras de Kardec. Estudou sobre Eusápia Palladino, e conheceu, em Minas, Sinhô Mariano, tio de Eurípedes Barsanulfo, introdutor do Espiritismo no Triângulo Mineiro, notadamente em Sacramento. Passou a realizar trabalhos espíritas na Fazenda Paraíso, como escreveu Cora Coralina em seu poema “Meu tio Jacintho”, do livro de poemas Vintém de cobre:

Eram os primeiros tempos do Espiritismo em Goiás.

As suas primeiras experiências, a mesa de Invocação,

Meu tio gostava da teoria e logo fez a mesa, leve e misteriosa,

De madeira fina e caprichada, e pôs a funcionar.

Sempre à noite, a gente apoiava de leve a ponta dos dedos,

Concentrava, rezavam todos um Pai Nosso, invocava-se um espírito

Escolhido da família e por meio de batidas marcadas,

Estabelecia-se conversa e identificava-se o espírito presente.

Falava-se em médiuns e mediunidades.

Estava muito comentada no tempo Eusápia Palladino,

Que transmitia pela sua mediunidade

Informações impressionantes do outro mundo.

Assinavam-se revistas espíritas.

 

Jacintho do Couto Brandão era filho de Antônia Maria do Couto Guimarães (Mãe Yayá), que nasceu em 1808 e faleceu em 1901, quase aos cem anos de idade e do português Jacyntho Luiz Brandão. Seus pais se casaram em 1822 e tiveram além dele, os filhos: Luiz, José, João, Manoel, Antonio, Carolina, Bárbara (solteiros). Vicência Luiza casou-se com Francisco da Cunha Bastos; Jacyntha Luiza casou-se com José Manoel da Silva Caldas e Joaquim Luiz do Couto Brandão, também se casou com Honória Pereira de Abreu, em 1854, fato narrado no poema de Cora Coralina.

Muito comentada era Eusápia Palladino, médium italiana de efeitos físicos, nascida há 160 anos, 1854 e falecida em 1918, mesmo ano em que desencarnou o admirável Eurípedes Barsanaulfo. Também, Dr. Adolpho Bezerra de Menezes já realizara prodígios no Rio de Janeiro, com seu serviço médico e caritativo, na difusão da doutrina kardecista.

O advento da República no ano de 1889 promoveu forte abalo na relação entre Igreja e Estado em Goiás. Houve, por assim dizer, uma acentuada derrocada do poderio católico na Cidade de Goiás, fato que não passou despercebido ao Bispo Dom Eduardo Duarte da Silva na sua chegada à Capital goiana nos primórdios da República. Novas ideias, valores, filosofias, doutrinas e conhecimentos ganharam impulso. Com eles, a Doutrina Espírita.

Tanta foi a frieza que, em 1896, desiludido, o Bispo transferiu a sede do Bispado para a cidade mineira de Uberaba e nunca mais retornou. Somente o outro Bispo, Dom Prudêncio Gomes, em 1908, trouxe a sede novamente para a Cidade de Goiás.

Surge no cenário vilaboense, uma figura emblemática e valiosa: Antonio Cupertino Xavier de Barros (Tonico Cupertino). Foi ele o introdutor do Espiritismo oficial no Estado de Goiás, ainda em dias do século XIX.

De origem fidalga, este valioso goiano descendia da Família Xavier de Barros, originária de São Paulo e que, no século XVIII, viera residir em Meia Ponte, hoje Pirenópolis. O patriarca, Major Pacífico Antonio Xavier de Barros casou-se em 1827 com Francisca de Paula Jardim, filha de José Rodrigues Jardim e Angela Ludovico de Almeida, esta última, personagem do romance Chegou o governador, de Bernardo Élis Fleury de Campos Curado.

Dentre os filhos desse casal, destacou-se o que levou o nome do pai e apelidado Pacifiquinho. Casou-se com Maria da Paixão Soledade e Silva, mas teve diversos outros filhos, que batizou e registrou. Um desses foi Antonio Cupertino Xavier de Barros, filho de Pacifiquinho com Maria Francisca da Pureza Villaça.

Maria Gomes da Silva Barros (Sinhá – 1967-1964) e Antonio Cupertino Xavier de Barros (Tonico – 1865-1933). Ela católica e ele espírita. Pelo trabalho de Tonico, foi fundado, em Goiás, o primeiro Centro Espírita, na velha capital goiana.

 

Antonio Cupertino Xavier de Barros nasceu em 10 de junho de 1865 e faleceu em 19 de novembro de 1933, na Cidade de Goiás. Fez ele todos os seus estudos em Goiás e se tornou homem de destaque. Foi Delegado Regional do Tesouro Nacional em Goiás, político de prestígio e Deputado, além de figura importante na Revolução de 1909 que derrubou o governo de Xavier de Almeida. Casou-se com Maria Gomes da Silva Barros (Sinhá Cupertino), natural de Jaraguá, com quem teve inúmeros e ilustres filhos.

Sinhá era católica praticante e muito ligada à igreja. Recebia total apoio do esposo para a prática de sua religião, assim como assistência para suas obras de caridade junto à Diocese goiana. Do mesmo modo, Sinhá o incentivava na prática de sua doutrina, embora não apreciasse ou se envolvesse, mas o auxiliava também na caridade com doentes e pobres, em nome da Doutrina Espírita. Formava, ambos, um casal especial que não se anulava na fé que cada um possuía.

Na década de 1890 passou Tonico Cupertino a aprofundar-se nos estudos kardecistas e sobre o Espiritismo que, na Capital Federal ganhava impulso por meio da vibrante oratória de Dr. Adolpho Bezerra de Menezes. Conheceu a doutrina por meio do amigo carioca, Urbano Coelho de Gouveia, assíduo frequentador da chácara, que fora Governador de Goiás por duas vezes e, no Rio de Janeiro, conhecera e convivera com Dr. Adolpho Bezerra de Menezes. Urbano Gouveia era casado com a goiana Miss Bulhões.

Na sua casa, bela e senhorial residência, assentada sobre um outeiro na Cidade de Goiás, de magnífica vista; que pertencera ao Padre Arnaldo, Antonio Cupertino Xavier de Barros realizou a primeira reunião para a fundação de um Centro Espírita no Estado de Goiás. Era o dia 22 de novembro de 1894, há 120 anos. Embora fosse sua esposa católica praticante, ambos respeitavam a religião do outro. Na casa nunca se realizou sessão espírita, Tonico nunca ia à igreja, mas Sinhá também nunca ia ao Centro. Assim viveram felizes no necessário respeito às individualidades. Um exemplo aos dias de agora em que ainda há tanta intolerância religiosa em nosso meio.

Na varanda dessa bela residência vilaboense, hoje “Pousada Dona Sinhá”, foi realizada, há 120 anos, a pioneira reunião para fundação do primeiro Centro Espírita em terras goianas.

 

As coisas não eram fáceis aos primeiros espíritas goianos. Havia muita perseguição e preconceito. As reuniões do grupo de prece eram raras, sem local definido e com cautela. A ele se juntaram outros nomes importantes da cidade como Luiz Marcelino de Camargo Junior, José Olímpio Xavier de Barros, José Teotônio Dias, José Malaquias do Nascimento. Só em 1909 o Centro passou a ter um local exato para as reuniões e dele passou a ter a presença feminina, embora esporádica de Jacintha Luiza do Couto Brandão Peixoto (mãe de Cora Coralina), do poeta Luiz Ramos de Oliveira Couto e de Maria Alencastro Caiado, com certeza, a primeira grande médium goiana.

Maria Alencastro Caiado, moça recatada nos preceitos daquela antiga Vila Boa de Goyaz casara-se muito cedo, mas já assumira, antes, o pesado encargo de criar seus irmãos, já que, adolescente, perdera sua mãe, cumprindo, com amor e afeto, o que o coração lhe ditava.

Ela era filha de Joaquina Emília Caiado que, em 1820, casara-se com João Batista de Alencastro. Cuidara com desvelo dos irmãos Felipe Batista de Alencastro, que foi casado com Tereza Flamina Caiado; Antonia Emília Caiado (Totó), que faleceu solteira; Inês de Alencastro; que foi casada com Joaquim Gustavo da Veiga Jardim.

Maria Alencastro Caiado casara-se com seu primo Luiz Antonio Caiado, que era filho de Antonio José Caiado, que fora Presidente do Estado de Goiás, Senador Federal, nascido em 1826, casado com Tereza Maria da Conceição Cachapuz e Chaves, filha de Guilherme José de Barros Cachapuz e Chaves, natural de Portugal e Ana Rita de Souza.

Além dos predicados morais, Maria Alencastro Caiado era dotada de acentuada mediunidade. Segundo depoimento de seu neto, Luiz Caiado de Godoy, em 1947, ao jornal O Anápolis, ela era assídua leitora de Kardec e auxiliava Antonio Cupertino Xavier de Barros (Tonico Cupertino) no primeiro Centro Espirita do Estado de Goiás, na velha capital, ainda no século XIX e era médium de transposição. Também era médium vidente, de grande inteligência, além de caridosa para com os mais humildes.

Segundo relatos de Luiz Caiado no citado jornal, num determinado momento de sua vida em que estava em perigo na cidade de Alemão, hoje Palmeiras de Goiás, sua avó lá estivera em espírito, falando-lhe que saísse daquele lugar em que corria perigo. Atendendo à voz, saiu escondido pelo quintal e logo a casa foi alvo de furioso tiroteio de jagunços de políticos locais, que promoviam assassinatos à revelia. Também segundo esse relato, a mesma previu o assassinato de seu neto Paulo, que ocorreu na cidade de Pirenópolis.

Maria Alencastro Caiado era mãe do grande líder político da Revolução de 1930, Mário Alencastro Caiado e da poetisa Tereza Alencastro Caiado de Godoy, que foi casada com o desembargador João Francisco de Oliveira Godoy, escritor e genealogista.

O Centro Espírita de Antonio Cupertino intitulava-se “Amigo dos sofredores”. Só em 1924 esta entidade passou a ter personalidade jurídica e foi incentivo para outros no Estado de Goiás como em Catalão, formado em 1914, na zona rural; Centro Espírita Alarcão, em Anápolis; Centro Espírita Batuíra, em Itauçu; Centro Espírita Eurípedes Barsanulfo, em Caldas Novas; Centro Espírita Amor e Fraternidade, em Catalão; Centro Espírita São Vicente de Paulo, em Anápolis; Centro Espírita Paz e Fraternidade em Ipameri; Centro Espírita Luz e Razão, em Trindade; Centro Espírita Eurípedes Barsanulfo, em Corumbaíba e Centro Espírita Allan Kardec, em Jataí.

Dos ilustres descendentes do pioneiro do Espiritismo em Goiás, foi Alcenor Cupertino de Barros que, como o pai, dedicou-se à causa de Allan Kardec, não só em Goiás, como, depois, mais tarde, em Goiânia. Formado em Engenharia com notável atuação, foi casado com Angela Natal e Silva Barros, filha de Eurydice Natal e Silva e Dr. Marcelo Francisco da Silva.

 

Glauco Baiocchi e Eleni de Barros Amorim, segunda geração do serviço à causa espírita da família Cupertino de Barros.

 

 

Na segunda geração, sua neta Eleni de Barros Amorim Baiocchi, filha de Antonieta Cupertino de Barros Amorim e Dr. Eládio de Amorim, foi casada com o vilaboense Glauco Baiocchi (1917-1998); este, dedicado servidor da causa espírita. Já em Goiânia, nos anos de 1940, fundou juntamente com Alcenor Cupertino de Barros, Colombino Augusto de Bastos, Florianita de Bastos, Nostálgia de Moraes, as irmãs Alessandri (Silvia e Maria Antonieta) e Francisco Scartezini a “Tenda do Caminho”, embrião da “Irradiação Espírita Cristã”.

 

  

Colombino de Bastos e Florianita de Bastos – Irmãos unidos na causa espírita.

 

Florianita de Bastos (1900-1947) e Colombino Augusto de Bastos (1913- 1958) foram emblemáticos na obra espírita goiana. Dedicaram suas vidas à causa do bem e da caridade e possuíam acentuada mediunidade, dons carismáticos e eram evangelizadores por excelência. Esotéricos, possuíam grande conhecimento e inteligências primorosas. Partiram cedo para o plano espiritual. Florianita partiu aos 47 anos de idade e Colombino aos 45 anos. Foram vidas intensas ao bem da Doutrina Espírita e da caridade pura.

Também as irmãs Alessandri se destacaram. Silvia Alessandri Castro e Maria Antonieta Alessandri Fiqueiredo foram senhoras de grande auxílio à causa espírita, motivadoras da paz e da justiça; assim como Lélia de Amorim Nogueira, Nostálgia de Moraes, Múcio de Mello Álvares, Romeu Pelá, José Virgilino do Carmo, Nayá Siqueira de Amorim, Silene de Andrade, Niza de Melo Álvares e tantas outras boas almas, que cuidaram da educação, da evangelização, da formação cristã, do cuidado com os idosos, da solidariedade e do acolhimento, típicos da conduta espírita na máxima maior da caridade como adágio da salvação.

Muito há ainda o que se contar sobre a Doutrina Espírita em nosso Estado. Muito já foi escrito por Silvia Alessandri, Ismar Estulano, Jávier Godinho, Geraldo José de Souza, Ayrton e Eurípedes Veloso do Carmo e vários outros.

Não sou espírita. Não frequento o espiritismo, mas nem por esse motivo, alheio-me de admirar profundamente a lição de Kardec e o trabalho dos diversos Centros espíritas que existem pela causa do bem e do amor ao próximo.

De todas as doutrinas, vejo, é aquela que se ausenta do exibicionismo e da suntuosidade de templos faraônicos, tão condenáveis pelo próprio Cristo. A Igreja que Cristo fala é aquela dentro da gaiola do peito. Vejo Centros pobres, simples, em bairros humildes, mas com um grandioso trabalho social, saciando a fome de muitos. Tudo muito calado, apenas na prece necessária ao entendimento da lição do Cristo.

No silêncio dos passes e das orações reside, muitas vezes, um pouco da paz perdida. Um pouco do controle a quem não tem condições de se guiar sozinho. De forma constante e sem alarde, presta rico serviço na causa de Jesus e amplia laços entre dois mundos, na perenidade das afeições entre encarnados e desencarnados.

Há muita ponderação e muita sabedoria nas preleções espíritas que, por vezes, assisto, sem compromisso. Não há exasperação, mas harmonia. Por certo, como em toda Doutrina, há espíritas fanáticos e obsessivos. Onde pisa o homem, mora o erro. Não vou para não julgar.

Creio no infinito amor da espiritualidade derramado sobre nós. Quando acompanhei, em sofrimento, a agonia de minha mãe, nos duros tempos da aceitação do irremediável fim no leito branco de dores, compreendi muito da passagem sobre a terra e percebi a tênue cortina que nos separa da outra vida.

Espírita praticante, minha mãe na agonia do fim, lembrou-se de agradecer: “Deus é bom demais pra mim”, embora estivesse em terrível sofrimento há mais de dois anos, sem conseguir nenhuma melhora. Essa aceitação me abriu portas. Sem poder explicar porque logo após desencarnou, me deixou a indagação de onde estaria bondade na dor infinita da carne, no desespero da morte...

Lendo o espiritismo eu me sinto mais perto de Deus e no silêncio do meu quarto posso perceber a pequenez de minha existência ante um mundo em construção. Vejo, assim, que só pelo amor vale a vida e mesmo sem frequentar, sem ser espírita praticante, concebo a esperança da misericórdia divina no meu caminho, na hora da minha morte.

Jesus seja luz em todos os que acreditam na paz preconizada pela Doutrina Espirita no âmago dos corações e na infinita espera das almas em aflição