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Discurso de Posse na ATLECA

Nesta memorável e histórica noite aos 03 de março do ano de 2018, e porque não dizer, magna e auspiciosa data em que uma constelação de estrelas de quinta magnitude emanada de júbilo e esplendor irradia a abóbada celeste da ATLECA, imbuídos de vênia e respeito e sob os auspícios e bênçãos do supremo criador, com a finalidade precípua de ombrear e cerrar fileiras juntamente a esta plêiade de seletos magnânimos intelectos, à guisa de interagir com o fito de consolidar a lapidação e edificação própria e proporcionar com harmonia, concórdia uma comunidade, sapientíssima, ordeira, laboriosa, eficiente, feliz, formando uma sublime egrégora .

Neste preâmbulo, com estas palavras, pronunciando em nome destes eminentes e preclaros confreiras e confrades, que ora serão empossados na investidura ao pedestal do paredro e galhardão de insigne honraria ao ocupar o sagrado trono, cadeira esta, onde grandes benfeitores, assim o fizeram e que Deus eternize tudo o que lhes aprouvera.

Assim quis o destino e será tudo o que nos apraz.

Pois tudo tem um começo e um fim. Somos de ALFA a ÔMEGA, haveremos de honrar, promover, zelar e, sobretudo, resgatar, dando continuidade e brilhantismo, perpetuando os desígnios desta egrégia casa da sabedoria.

Esta gama de confreiras e confrades, pessoas abnegadas, impolutas, probas e sábias, encontra nas letras, nas ciências e nas artes, o néctar, essência, balsamos, louváveis, salutares e imprescindíveis, como eixos, pilares e gargalos para a concretização de vossos ideais nas laboriosas lutas, alcançando assim os píncaros da excelência.

No que tange a minha pessoa, sou um neófito amante das letras. Este fascínio exuberante aflorou aqui em minha Trindade. Fui aspergido pelos fluidos eloquentes das honoráveis IRACI BORGES, DONA MARICOTA, MARIA MENDANHA e tantas outras.

Com estas frases arrancadas do coração, relembro-me emocionado aqueles áureos tempos vagando em meus devaneios.

Entendendo que é através das letras, que libertamo-nos das masmorras, do obscurantismo, das perfídias, dos erros e das lamas lodosas dos vícios.

Minha história de vida fundamentou-se nestas colunas básicas de sustentação da ATLECA: Letras, Ciências e Artes. 

Quando criança fui um menino sonhador. Sonhei sonhos lindos... cresci e os sonhos foram sempre meus eternos companheiros. Ajudaram-me a ser ético, transpor obstáculos, vencer críticas injustas, superar o medo, a timidez e a insegurança.

Foram sonhos tantos... edificaram o meu caráter...e minha índole. Os sonhos devem existir sempre e não morrer nunca.

Cristo, Agostinho, Francisco de Assis, Thomás de Aquino, Spinosa, Hengel, Abraão Lincoln, Martim Luther King e tantos outros, “ouviram a voz inaudível dos sonhos”.

É por todas estas razões, que estamos aqui, assim, quis o destino, para a quebra de paradigmas que hão de vir pela frente.

Cônscios de que as letras, as artes e as ciências são as trigêmeas siamesas, que juntas, formam uma sólida argamassa, consolidando a sabedoria, a força e a beleza.

Pois... a sabedoria inventa, a força sustenta e a beleza adorna.

As letras são ferramentas eficazes e exequíveis propulsora do domínio para excelência no entendimento dos mistérios e execução das ciências, desde os primórdios e hodiernamente.

As ciências corroboram no desencadear das inovações, de todas as aldeias globais, das transformações, dos processos cibernéticos, das mudanças e do progresso, aperfeiçoamento moral, intelectual e cultural da humanidade.

As artes, por sua vez complementam e expressam a sua hegemonia como fonte inspiradora, através da música, das interpretações, da poesia, da dança, induzindo e sensibilizando para os relacionamentos, despertando com harmonia a criatividade, aflorando a aura, o magnetismo pessoal, fazendo emergir, através da sensibilização de corações, o sentimento mais sublime que é o amor, enaltecendo a alma, extravasando os limites e o esplendor das emoções.

Finalizando, que os afagos tragam a calma, que o afeto cure a alma, que o carinho permaneça e que a caridade prevaleça! Que em cada amanhecer recebamos a oportunidade de recomeçar, que o desejo de servir, de doar prevaleça entre nós.

Tenho dito.

Muito Obrigado!