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SOBRE A BELEZA

Antigo provérbio diz que “beleza não põe mesa”. Ou seja, o simples fato de ser bonito não garante uma existência confortável, com mesa farta e mordomias outras. Entretanto, se algo facilita a vida das pessoas, a beleza vem em primeiro lugar. É próprio do ser humano deixar-se cativar por ela - como se a humana natureza almejasse a perfeição. 

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COBRAS & LAGARTOS

Na noite quente, a vontade é deixar abertas portas e janelas, armar a rede na varanda e aproveitar a brisa que traz o perfume do jasmineiro em flor. O céu está estrelado, sem nuvens e sem lua, enquanto o clarão das cidades por perto espalha uma névoa luminosa sobre as árvores. A despeito da seca extemporânea, em algum lugar sapos coaxam: estarão chamando a chuva que se foi?

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DESALENTO

De repente, vem um cansaço que se expressa em desalento. Aposentada depois de 42 anos de serviço público (sendo 34 de magistério), eu pensava que poderia descalçar as chuteiras e comprazer-me com o resultado dos esforços de toda a minha geração, traduzidos nas mudanças que arduamente buscamos realizar.

Ou seja: o nível de educação estaria melhor e as pessoas mais conscientes de sua cidadania; a sociedade se mostraria mais justa e mais humana e, nela, seria mais civilizada a convivência. 

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SOBRANDO DINHEIRO

Sempre gostei de ouvir histórias. Na minha infância, não havia rádio, televisão, computadores, tablets, celulares etc. Morando na fazenda, à noite, até chegar a hora de dormir – e dormia-se cedo - as crianças brincavam. Quando chovia, meu avô nos contava histórias, folheando um grande livro colorido de capa dura. Não me lembro do título, nem do autor, mas memorizei algumas histórias e as repassei aos meus filhos – do João Felpudo; das irmãs Rosa Branca e Rosa Vermelha; de Hansel e Gretel perdidos na floresta; da menina guardadora de cisnes; da pequena vendedora de fósforos... Anos depois, alguém me disse que essas historinhas são de origem germânica, e que o livro provavelmente foi trazido da Alemanha por meu avô quando voltou dos estudos, depois de oito anos interno em um colégio de Humanidades.

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MARANHÃO

Na última vez em que estive no Maranhão – há cerca de três anos – fiquei contristada com o abandono da capital, 

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Poetas da Chã Preta

Mais uma contribuição de um sócio correspondente da ATLECA.

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