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AMOR E SAUDADE

O amor, quando distante, penaliza

com a dor sufocante da saudade,

ilusão que por vezes escraviza

quem a vive, qualquer que seja a  idade.


O amor em cativeiro  se eterniza,

estranho  à tristeza, à veleidade,

pois nada o destrói  ou fragiliza,

se vem da confiança e da verdade.


A dor só nos sufoca na ausência

de seres que, se amamos, não se esquece

em forma singular de escravidão:


a que nos torna servos, sem clemência,

de momento de lembranças que enternece

e faz-nos não querer abolição.

Autor: Floriano Freitas Filho