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NA PLENITUDE DA VIDA

Finda-se a sétima década

dentre sombras,

histórias de vida.

 

Muito fiz,

muito deixei de fazer.

 

Qual vôo de condor, pairei no espaço.

Vivi emoções

-  quantas emoções! -

a frescura de brisas tênues,

ventos de tempestades frias

o calor intenso de amarguras.

 

Olhei, vi, senti meu universo.

Vivi horrores, vivi percalços.

Vivi belezas, vivi alegrias.

Vivi o amor!

 

 

Toda beleza esvai-se no amor,

se vistas, ouvidas, sentidas

com olhos e ouvidos d'alma.

 

Jamais se findam as belezas

de um céu azul,

de um  por do sol,

de um canto do "sem fim",

de um céu de estrelas, sem mais luzes,

a ensimesmar-nos em pensamentos vagabundos.

 

Jamais se finda a beleza

da flor que se dá à amada,

na plenitude da vida.

 

(dezembro de 2015)

Autor: Floriano Freitas Filho