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Discurso de posse dos 9 Sócios Jovens Aspirantes

Exmo. Sr. Presidente da Câmara de Trindade, Goiás

Demais componentes da mesa

Confreiras e Confrades

Senhoras e senhores

 

ALISSON, DENIS, EDILÉIA, ELIZA, FRANZ, MATHEUS, PAULO AFONSO, THIAGO, WANDERSON

Olhem para o emblema da ATLECA   em seu peito.

Vocês verão uma pomba - símbolo da sabedoria; uma pirâmide - símbolo da ciência; uma coroa dourada de folhas - símbolo das artes.

Acima, o dito latino AD AUGUSTA PER ANGUSTA, ou seja chega-se ao topo da  sabedoria das letras, do rigor das  ciências, das belezas das artes, pelo esforço: - talento e transpiração.

Essa é a instituição a que vocês acabam de adentrar: A ACADEMIA TRINDADENSE DE LETRAS, CIÊNCIAS E ARTES - ATLECA - guardiã e distribuidora da cultura local, regional, nacional e universal: -  O que ficou e ficará acumulado, secularmente, pelas obras de seres humanos, os mais diversos.

Suas únicas buscas devem ser: - a criação e, sobretudo, a distribuição da sabedoria, da precisão e da beleza.

Mas somos todos mortais, confreiras ou confrades, por mais sábios, precisos e artistas que possamos ser.   Imortal poderá vir a ser apenas nossa Instituição - a ATLECA, através do trabalho e das obras de sucessivos e novos mortais.

Assim, envelhecer é um eterno rejuvenescer, semeando ao longo da vida saudades, lembranças que se vão, algumas poucas, muito poucas, que ficam.

A imortalidade do homem está em sua alma,

por tudo que construiu, criou, ficou.

Vai além do apenas lembrado, cultuado.

Vai além do meramente fútil, útil.

 

Ela é uma incógnita no tempo,

sombras de um passado que perdura,

ato final de criatura,

aprendiz do Criador;

 

doador de si,

sem nome, sem datas,

sem aqui, sem ali,

mas que, para todo o sempre,

forja estórias, forja vida.

 

Onde não existiu alma,

nada fica após a morte...

Nada que importe.

 

Onde existe alma,

brotam o amor,

as certezas e incertezas das letras,

as verdades  claras e precisas das ciências,

as eternas belezas ou emoções  das artes...

a liberdade, enfim,

avessa à mediocridade.

 

Onde existir alma

- a de muitos,

unidos pela mesma finalidade -

viveu-se, vive-se, viver-se-ia  

o eterno rejuvenescer...

 

Talvez até

a imortalidade

de nossa amada Academia.

 

Por tudo isso, jovens confreiras e confrades,

sejam bem-vindos.

Autor: Floriano Freitas Filho