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CONVERSAÇÃO

As naves foram aproximando da terra e uma luz brilhante cobriu todo o céu. Como uma bola de fogo, como uma imensa fogueira, as árvores foram consumidas para dar espaço a uma imensa clareira onde as estranhas naves pousaram suavemente. Ficamos de longe observando o movimento e nos preparamos para atacar antes que pudessem iniciar o processo de desembarque. Como eu comandava a frota, pedi ao general que...

 

- Dilton! Acorda! O professor está fazendo umas observações que você vai precisar para teu trabalho.

- Ahn?... Trabalho, que trabalho?

 

- (...) por isso, meus caros, relembrando alguns aspectos da razão comunicativa habermasiana, aplicada à comunicação, podemos reportar aqui a contribuição de Johann Wolfgang Goethe. O autor alemão nos conta uma história muito interessante de um rei que pergunta à serpente verde o que era mais glorioso que o ouro. A víbora responde que é a luz. O rei insiste perguntando o que seria mais glorioso, no sentido de emocionante, fantástico, que a luz? E recebe como resposta: a conversação... * Sabem por quê? Porque somos, entre os animais, os únicos que conversamos, que contamos histórias e vivemos de narrativas. Criamos temas, narramos e nos relacionamos com o outro através dessas narrativas. Mais do que uma razão comunicativa, é o diálogo, como dizia Bakhtin, o centro desse processo interacional no qual o homem se realiza plenamente. Porém, como disse recentemente Louis Dupré, professor da universidade de Yale, a conversação no sentido de diálogo requer que o sujeito consiga, de algum modo, colocar de lado sua própria perspectiva para compreender a perspectiva do outro. Ele afirma em seu livro - The enlightment and the intellectual foundations of modern culture - que o máximo que eu puder dar de mim mesmo ao outro, mais eu me conheço e adquiro uma identidade única. Bem, essa afirmação é um tanto quanto polêmica e...

 

- Dilton! Pelo amor de Deus, rapaz, acorda véi!... Cochilando de novo? O professor está explicando...

- Ahn? Oh, cara, é o cansaço do dia, trabalhando direto e... você sabe como é.

- ... vou, portanto, deixar para próxima aula quando pretendo comentar um pouco mais sobre essa afirmação e colocar o tema para debate. Por enquanto, o que eu quero é que vocês me tragam um exemplo simples de conversação. Como existem diversos níveis de conversação, quero que vocês colham e compartilhem em sala um exemplo de narrativas, mas um exemplo que vocês possam ter vivido na família, no trabalho, nas viagens ou em outra situação cotidiana. Uma narrativa que se torne conversação, que se torne troca de significados, semiótica, portanto.

- Vale o exemplo da narrativa docente? Das aulas?

- Valeu a tentativa, malandro, mas não! Quero exemplos vivenciados no cotidiano fora da escola. Bem, por hoje é só. Tenham uma boa noite e um bom fim de semana.

 

- Cara, que sono! Ainda bem que você me acordou. É que nesses dias estou fazendo dois turnos e não é fácil vir correndo do trabalho direto para a faculdade e chegar em casa a tempo só de dar um beijo no garoto que já dormiu, e sair cedo sem vê-lo. Felizmente hoje é sexta e tenho pelo menos o sábado e o domingo para curtir a família. Senão ...

- É, véi, ainda bem que sou solteiro.

- Vamos andando, se não a gente perde o ônibus. É, cara, mas vale a pena! Dá um trabalho danado manter a casa, o relacionamento, o filho e ainda por cima manter a faculdade. E eu não falo só financeiramente. Você sabe, voltar a estudar depois de tantos anos, dá trabalho botar a cuca para funcionar de novo.

- Véi, mas você é inteligente, só que dorme demais! Vai logo logo ganhar outra chamada de atenção dos coroa. Lembra da Sueli? Que comida de rabo, véi!

- Mas eles têm razão. No dia que a Sueli deu aquela chamada, cara, eu estava sonhando! Igual hoje... Nem te conto o sonho! Eu combatia alienígenas!

- Que doido, véi!

- Tô falando sério. E naquele dia, eu ouvia a vozinha dela bem longe; sonhava que era uma sereia cantando na beira do lago e eu aqui na canoa pescando... Mas sabe o que estou fazendo? Nem te contei.

- Hum?

- Estou gravando as aulas e depois tento ouvir durante a viagem de ônibus, no intervalo do trabalho, ou quando tenho tempo no fim de semana.

- No celular?

- É.

 

- Ei, vocês dois! Andem logo que eu quero chegar em casa... Sabe como é, a patroa tá me esperando com a sopinha da noite. Anda, seus vagabundos!

 

É isso todo o dia... Seu Braga sabe que todo mundo também está doido para chegar em casa, mas tem que passar o pito na alunada para não deixar cair a fama de mal humorado, de chefão, de motorista que está no controle, literalmente do ônibus e figurativamente da situação de passar lição de moral a esse bando de adolescentes e jovens adultos (como eu). Ele se sente o guardião da moral, sempre com a bibliazinha no porta-luvas, como uma arma, disposto a “pregar o evangelho” a uma turma que não perde muito tempo com esse tipo de lero-lero. Foi muito engraçado o dia que Arthur, o estudante de biologia, tentou explicar ao seu Braga a teoria da evolução das espécies, de Darwin.

 

- Não, não vem com essa de macaco pro meu lado, não! Não dá mesmo para acreditar nisso. Foi Deus que criou o homem, a mulher, os animais e tudo bem separadinho. Se é como você diz, por que não tem macaco virando gente até hoje?

- Mas não é bem assim , seu Braga, foi um elo, entende? Um elemento comum aos dois, ao homem e ao macaco e...

- Quer dizer que somos parentes? Só se for seu! Meu não! Não tenho parentesco com macaco.

Outro dia a Maria Eunice, estudante de sociologia, sentada logo no banco da frente, bem próximo ao motor onde, às vezes, seu Braga deixa a bíblia, vira para ele e pergunta:

 

- Seu Braga, o senhor acredita mesmo nessas histórias aí?

- Claro, minha filha! E você não?

 

Foi o suficiente para uma briga interminável que durou todo o trajeto de vinte e cinco quilômetros entre o campus da universidade e o primeiro ponto, no qual o ônibus parava e a distinta estudante de sociologia tinha que descer e ainda andar alguns quarteirões para chegar a sua casa, naquele bairro escuro e sem asfalto. Seu Braga só parava porque conhecia o local, mas a placa já tinha sido depredada há muito tempo, o mato cresceu, cobriu o pedaço do esteio que a segurava e os cupins já estavam fazendo o resto do serviço. Mas dessa vez a briga estava tão acalorada que ele quase passou direto. Dona socióloga teve que gritar. A freada foi tão brusca que a turma dorminhoca acordou com a freada. A turma do celular, ah... essa turma... não tem jeito, por maior que foi o espanto, a turminha só deu olhada e voltou aos celulares. Quanto a nós, bem... nós que estávamos acompanhando a luta do crente contra a atéia, ambos fanáticos, só seguramos no banco e gritamos:

 

- Vamos embora, seu Braga! Ihuuu! Leva essa “infidel” para ser convertida!

 

Seu Braga só teve tempo de acostar o ônibus e parar há uns quinhentos metros depois do ponto. Os anos de experiência foram suficientes para não perder o controle da nave e ainda por cima não perdeu o controle da situação! É... assim que abriu a porta disse para a menina:

- Vou orar por você, viu? Porque com esses pensamentos aí, você vai diretinho para o inferno.

- Que vou o quê! Quem vai é o senhor.

- Ah, agora já crê no inferno? Já é uma mudança! Já é uma mudança!!!

Fechou a porta e saiu dando aquela risadinha cínica que gostava e o ar de triunfante.

De volta à escuridão da estrada, o silêncio reina de novo nesse veículo velho, que mais parece uma daquelas naves intergalácticas do meu sonho. Acho que esses alienígenas não eram tão avançados assim. Quer dizer, avançados eram porque senão não teriam vindo à terra, mas que tinham umas naves ultrapassadas, aí tinham. Posso até ver de novo o brilho delas. Uma* delas era azul escuro e as outras de cor metálica. A azul, bem no centro, emitia uma luz mais forte nas duas asas laterais. No topo, uma cobertura de vidro, ou outro material transparente, onde se podiam ver algumas figuras esguias andando de um lado para o outro. De repente, a cúpula se abre devagar e uma arma, como um canhão, sobe e mira no nosso rumo... xi... vai atirar!*

 

- O que foi, véi?

- Ahn?... nada! Não foi nada! Acho que cochilei de novo.

- Mas precisava me dar essa cotovelada? Meu celular até caiu aqui, ó... vê se fica acordado, véi. Vai escutar alguma coisa.

- Desculpa.

 

O resto do trajeto se passa em silêncio. Afinal, o biólogo desistiu de convencer o motorista e depois da briga passada não voltaram mais a tocar no assunto. Seu Braga ficou, na verdade, uma semana cutucando:

- E aí, viu alguma macaca bonita hoje?

 

Depois a história perdeu a graça e eles voltaram à normalidade. Julgo normalidade o relacionamento no qual cada um fica na sua e respeita o outro. Então nosso amigo biólogo, meio CDF, entra no ônibus, senta no terceiro banco, como sempre, e vai rever as anotações em seu ipad. Coloca o fone de ouvido, como todos fazem, menos eu, e vai ouvir alguma música. Nélio e Marina, colegas do meu curso, enamorados desde o primeiro dia, sentam no meio e vão a viagem toda atualizando seus perfis nas redes sociais às quais pertencem. Todos os demais navegam em alguma coisa. Divulgam suas fotos, suas ideias e respondem a tanta gente que posta alguma coisa. Os que não têm condições de manter seus aparelhinhos em rede 3D, estão ouvindo música ou dormindo. Nisso essa turma se parece com os tripulantes das naves metálicas: todos sentados em suas cadeiras individuais, com capacetes ligados a fios condutores. Para onde esses fios vão, não sei dizer. Fios e mais fios por todo o lado. Conexão informativa - será isso o poder da comunicação, da conversação que o professor falava hoje? Conversação cibernética?... Naves, porta abrindo, alguns alienígenas saindo, descendo do ônibus, das naves, o ronco do motor, escuridão, luzes... Outra parada! A última nave começa a levantar sua cobertura e apontar uma arma...

 

- Ponto final, bando de vagabundos!

- Sim, coronel!

- Véi, que que é isso? Quem é coronel? Seu Braga tem esse apelido também? Vamos, vamos, descendo! Que eu quero chegar logo em casa.

 

Ainda bem que meu colega é meio sonso e os poucos que restaram nesta nave estavam com seus celulares plugados ao ouvido e não ouviram meu grito. À saída, seu Braga não deixou por menos:

- Você me chamou de quê?

- Nada, seu Braga. Acho que estava era sonhando.

- Será que eu ouvi “coroné”? É por que sou do nordeste, é?

- Não, não é nada disso! É que... eu... é... eu estava voando hoje.

- É para quem vive mesmo no mundo da lua... só dá isso. Boa noite e até segunda!

- Boa noite!

- Vei, que que ce vai fazer amanhã?

- Ainda não sei, cara. Minha sogra vai passar o dia em casa e eu não tolero aquela velha. Ela é terrível, sabe? É daquelas que senta e quer saber de tudo, como vai o emprego, como vão os estudos, como o Netinho está indo na escola, o que ele anda fazendo e enche o saco com tanta pergunta. Acho que vou sair, jogar um pouco de futebol lá no campinho da Cida. Você vai?

- É... Boa ideia. Levanta o Netinho.

- Não, ele acorda muito tarde e depois tem a sogra que vai querer ficar mimando ele. Além do mais, ele gosta mais é de videogame.

- Tá, mais aquele dia que você levou, ele jogou.

- Mas é porque tinha lá seus sobrinhos e os filhos do Ricardo. O Ricardo está viajando e seus sobrinhos foram para casa da avó, não foram?

- É, foram.

- Pois é... Mas depois do almoço acho que passo na sua casa para tomar umas cervejas.

- Não vai dar, véi. Vou ao cinema com uma gata que conheci na semana passada. Quer ir também? Com a gente?

- Para servir de vela?

- Leva a família...

- Como? E a sogra? Não dá, amigo. Vou dormir a tarde porque domingo tenho que ir à feira cedo, depois preciso assistir algum filme com meu garoto. Todo domingo nós assistimos algum. Comprei uma tela ótima! Bem grande e instalei no quarto. Aí ele vai pra lá, curto ele e fico longe da sogra. Ideia genial, não?

- Véi, até amanhã no jogo, então. Boa noite!

- Boa!

Depois da luta, só um banho quente para dar ânimo. Esquentar um pouco esse frescor do mês de junho e deitar ao lado da querida.

- Hum... Chegou agora? Nem vi você chegar, Di...

- Já tomei banho, já assaltei a geladeira, fiz um barulhão e você não acordou?

- Não! Como foi na facu?

- Bem...

- Hum...

 - Beijinho...

- Beijinho e coloque o despertador para despertar às seis porque tenho que buscar a mamãe na rodoviária. E apaga logo essa luz que estou com sono.

 

Os alienígenas enviaram uma mensagem. Nossos aparelhos a captaram e estão em processo de decodificação. Espero que seja uma mensagem de paz. Mas antes de começarmos a compreender o que a mensagem tem a dizer, um barulho estranho, como tiro de canhão, irrompe o silêncio...

 

- Uou! Quem colocou esse som de tiro no despertador do seu celular?

- Foi o Netinho. Ele mudou hoje. Disse que era para assustar você.

- E funcionou! Ahhhh... Beijinho!

- Beijinho! Deixe eu agir porque tenho que pegar a mamãe.

 

Sábado normal. Dormi de novo, mas não voltei a sonhar com os extraterrestres. Só não foi tão normal porque a sogra chegou passando um pouco mal. Tive que cancelar o joguinho de futebol e levá-la ao posto de saúde. Diferente dos outros dias, ela estava calada, um pouco séria e com cara de preocupada. Percebi que o médico ia demorar. No silêncio entre nós dois, percebi o grupo de senhoras que também aguardavam o médico. Uma tricotava, a outra mostrava à vizinha do lado a foto do último bisneto. Não dava para entender muito bem, mas o papo estava bom, apesar dos problemas de saúde. Quando pude entender, o assunto era sobre saúde, doenças e “perrengadas”, como uma se referiu aos seus males da idade, entre risos e clamor. A do tricô trouxe até garrafa de café; de vez em quando beliscava um pouquinho e oferecia às comadres. Depois de muito tempo, fomos recebidos. Não foi preciso muita conversa para que o médico detectasse o mal.

- Dona Flávia, a senhora não tem mais idade para ficar assim abusando na quantidade de sal.

- Sal?

- Sim. Ela está com a pressão sanguínea alterada. Só isso. Mas com certeza é por causa da quantidade do sal na comida.

- Ah, é... É verdade. Ela gosta mesmo de uma comidinha salgada.

- Hum... Esse meu genro que é um exagerado!

Domingo também normal, salvo o repouso da sogra e a bendita reunião que Nila inventou para vender os produtos que ela representa. Ainda bem que fui logo à feira e aquele colorido maravilhoso das barracas me deu alegria. Lembrei do Eguimar, um professor que tenho, que é apaixonado por feira. Ele diz que a feira é... como é mesmo? Ah, sim... um mosaico de significações, um colorido de diversidades identitárias que se relacionam na dinâmica do comum, da vida cotidiana. Não entendi muito bem quando ele disse isso, mas fico a contemplar a fumaça dos espetinhos,  o cheiro do peixe, o barulho das pessoas, o vai-e-vem do povo e me sinto bem aqui no meio. Talvez porque meu pai sempre me trouxe à feira e eu gostava de passear com ele no meio dessa multidão.

 

Bom... Comprei as coisas mais necessárias e quando chego em casa, quanta mulher na sala! Que barulhão! É uma querendo falar mais e mais alto que a outra. Quanta risada! E eu fui obrigado a ficar no quarto, quietinho, lendo porque o Netinho tinha saído com um colega. Depois do almoço, sem muita conversa ou alegria, porque a sogra piorou um pouco, cada um cuidou de suas tarefas. Assisti ao filme que queria com meu garoto e fui dormir porque não agüentava mais.

 

- Di!... Oh, Di. Meu bem, acorda! Já vou levar o Netinho à escola. A mamãe está dormindo, mas já está melhor. O café está na mesa. Não vá se atrasar para o trabalho, viu? Beijinho!

 

Rotina do dia: café, ônibus e trabalho; dois turnos, ônibus e faculdade.

 

- Hoje vamos começar com a contribuição de vocês. Notei que nosso colega Dilton Schubert Pereira deu uma cochilada para além do normal, na sexta-feira. Seu colega ao lado o socorreu a tempo para pegar um pouco da minha explicação sobre os níveis de interação comunicativa e o valor da conversação. Comentei, para ilustrar a discussão, o exemplo literário e filosófico de um pensador alemão, que é o... Por favor, Dilton, poderia nos dizer?

- Goethe, professor. O exemplo foi tirado do "Conto da Serpente Verde e da Linda Lilie".

- Rapaz! Pensei que o sono tinha sido profundo, mas não! Ela estava antenado! Gostei. Agora passe-nos sua contribuição, por favor.

- Bom, professor, ah... Primeiro, podemos dizer que o rei de ouro estava tendo uma conversação com a serpente, pois tratava-se de uma discussão ontológica, a desvendar os mistérios da vida, aos quais Goethe dedicou sua vida.

- Hum... Certo! E então...

- Bom, então... Essa ação comunicativa tem um caráter epistêmico, se pegarmos a perspectiva de outro alemão, o Habermas, e operante na sociedade. Uma vez que essa ação é colocada em prática, estabelece-se o diálogo no sentido que Bakhtin trabalhou sua dialogicidade interativa, que coloca os sujeitos múltiplos em contato, gerando trocas substanciais: ontológicas, políticas, etc. Como alternativa à razão instrumental, a conversação habermasiana não leva à dominação dos sujeitos, mas às trocas significativas, não muito distante do sentido de heteroglossia do pensador russo. E...

- Muito bem, senhor Dilton! Uau! Esse rapaz merece uma salva de palmas! Esse menino vai longe! O senhor soube teorizar muito bem. Creio que já tem aí a introdução de um bom ensaio. Porém, eu pedi aos senhores que trouxessem exemplos reais disso, exemplos de conversação. Após os exemplos de todos, nós vamos discutir se a conversação é realmente mais importante que a luz (e aqui vocês podem interpretar essa luz como a Iluminação do Esclarecimento) e ainda mais valorosa do que o ouro. Por favor, senhor Dilton, pule para o exemplo!

(...)

- Sim?...

- É... professor, eu, ah... Tive assim um fim de semana meio atípico; não queria falar de problemas pessoais aqui, mas a sogra veio, estava doente, tive que levá-la ao médico e... Problemas em casa... No cansaço dormi muito e tive tempo só para vir pra cá. Não pensei em nenhum exemplo prático.

- Mas, porventura não teria você de rápida lembrança, nenhuma situação que pudesse ilustrar nossa aula?

- Bom... Pensei só um pouco na possibilidade de interações cibernéticas que... é... é... que extrapolam as situações cotidianas e, não sei! Talvez se pegarmos o exemplo dos celulares que...

- O que você andou fumando?

- O quê?

- Dilton Schubert, você tem ou não tem um exemplo prático, real, de conversação, de trocas interativas na perspectiva da temática de minha aula?

- Não, não tenho...

 

- Obrigado! Passemos ao próximo.

Autor: Wilson Alves de Paiva